quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Presídio no Maranhão registrou mais de 170 mortes desde 2007; OEA cobra medidas
 
Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió


As condições dos presídios brasileiros136 fotos

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27.dez.2013 - Policiais militares se preparam para assumir o controle do Complexo Penitenciário de Pedrinha, em São Luis. Após recorde de mortes de detentos e pressionada por juízes, promotores e a OEA (Organização dos Estados Americanos), a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), determinou que a PM passe a atuar dentro de todas as unidades prisionais do Estado Divulgação
O Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, registrou pelo menos 173 mortes desde 2007. O dados são da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, que acompanha e denunciou a violência na unidade nesses últimos quase sete anos. A entidade denunciou o Brasil à OEA (Organização dos Estados Americanos) por violação de direitos fundamentais dos detentos.
Segundo os dados da organização, somente entre outubro e dezembro do ano passado foram 17 mortes. Em 2013, 60 óbitos foram computados ao todo –muitos deles ocorreram de forma violenta, com decapitações e comemorações de detentos. Este ano já foram registradas duas mortes.
Segundo o governo do Estado, as mortes são em decorrência de brigas entre facções criminosas. Por conta da violência, a Polícia Militar assumiu o complexo em 27 de dezembro.
Relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) produzido no final de dezembro apontou que o governo perdeu o controle da unidade, não evitando mortes e até estupros de familiares de presos que visitam o local.

Denúncia à OEA

Em outubro de 2013, em conjunto com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão, a Sociedade de Direitos Humanos denunciou o caso à OEA, que, em dezembro de 2013, emitiu medida cautelar pedindo reposta do governo federal e cobrando medidas efetivas para reduzir a superlotação do complexo e, assim, conter a violência.

"É um sistema de violência que existe há anos. Achamos que é necessária a responsabilização dos culpados, de um processo de apuração amplo, não simplesmente se referir a briga entre presos. Pode até serem brigas, mas o Estado não consegue enfrentar, e ele também é responsável, afinal, são presos de Justiça quem está ali", disse a advogada da entidade, Josiane Gamba.
Antes de ir à OEA, a advogada diz que a entidade tentou várias soluções "caseiras". "Fizemos reuniões com o governo do Estado, denunciamos à PGR (Procuradoria Geral da República), relatamos todos os casos de ameaça. Mas nada conseguia conter a violência lá dentro. Por conta disso, encaminhamos o pedido, e tivemos essa medida cautelar da OEA. Na próxima semana, já há uma reunião marcada com o governo federal", afirmou.
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Violência no Maranhão12 fotos

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3.jan.2014 - Ônibus foi incendiado em São Luís durante a madrugada. Ao todo, quatro ônibus foram atacados na capital maranhense, sendo três incendiados, um deles com passageiros dentro, em represália a uma ação da Tropa de Choque da Polícia Militar no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A ordem dos ataques aos coletivos teria partido de dentro do complexo Leia mais Francisco Silva/Jornal Pequeno/EFE

Federalização das investigações

A entidade maranhense defende uma intervenção federal no presídio, além da federalização da investigação e julgamento dos crimes, por se tratar de casos de violação de direitos humanos. A PGR analisa se vai pedir à Justiça Federal intervenção federal no presídio.
"É importante que a Polícia Federal investigue as mortes investigações, pelo menos essas mais recentes, para que se acabe com essa a impunidade gera essa situação de barbárie",  disse Josiane.
Além das mortes, o órgão afirma que o governo não vem dando assistência às famílias de presos mortos. "Temos acompanhado os casos na Defensoria Pública, que está entrando com ações, pedindo indenizações, mas até agora, nada de concreto. Não há pagamento de pensões para quem foi vítima desse sistema, e há crianças órfãs", afirmou.

Anistia Internacional

"É um absurdo o que está acontecendo. As denúncias de precariedade vêm desde 2009, quando uma Comissão Parlamentar de Inquérito classificava o presídio como precário. A coisa não é de uma coisa agora, e envolve questões do governo estadual e judiciário", disse Alexandre Ciconello, assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil.
Segundo ele, o órgão vai emitir um comunicado mundial sobre o caso. "A Anistia vai emitir um comunicado para a imprensa internacional, que não está noticiando o caso de violação de direitos humanos de São Luís", afirmou.

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mais de 80 médicos estrangeiros desembarcam em São Luís

Profissionais chegam à capital maranhense às 13h30.
Medida faz parte da 2ª etapa do Programa Mais Médicos, do governo federal.

Do G1 MA com informações de O Estado
 

Um total de 81 médicos estrangeiros desembarcam na tarde desta terça-feira (29), em São Luís. A medida faz parte da segunda etapa do Programa Mais Médicos, do governo federal. Os profissionais chegam à capital maranhense em voo da Força Aérea Brasileira (FAB) por volta de 13h30.
Um outro grupo de 81 médicos deve desembarcar nesta quarta (30), às 17h20, totalizando 162 profissionais recebidos na segunda etapa do programa. Outros 37 médicos já estão no Estado, o que resulta em um total de 199 estrangeiros atuando no Maranhão.
O grupo deve ser recepcionado pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira. Na quinta (31) e na sexta (1º), os estrangeiros vão participar de um evento de acolhimento realizado por representantes dos órgãos responsáveis pela saúde pública de São Luís e do Estado. O objetivo é colocar os profissionais à parte da situação da Saúde no Maranhão.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013



Sem o PT, PCdoB se alia ao

PSB no Maranhão

 Josias de Souza




Flávio Dino: contra o clã Sarney, aliou-se ao PSB de Campos e negocia com PSDB de Aécio
Enquanto Dilma Rousseff e Lula hesitam em romper os laços com a família Sarney, o PCdoB fecha em torno de Flávio Dino, seu candidato ao governo do Maranhão, uma aliança partidária que já inclui o PSB de Eduardo Campos e pode receber a adesão do PSDB de Aécio Neves. “O sentimento de virar a página e ter uma nova experiência no governo do Maranhão é majoritário”, diz o presidente do PCdoB maranhense, Márcio Jerry. “Há uma fadiga absoluta do grupo Sarney que tem a hegemonia política no Estado.”
Jerry falou ao Portal Vermelho, órgão de comunicação do partido. Disse que, no Maranhão, a prioridade do PCdoB é montar uma coligação ampla. Segundo ele, além do PSB, já manifestaram apoio a Dino, hoje o candidato mais bem posto nas pesquisas, o PDT, o PTC e os recém-criados Solidariedade e Pros. Além do PSDB, analisam a hipótese de entrar na aliança o PPS e o PR.
E quanto ao PT, velho aliado do PCdoB? “Queremos e reivindicamos o apoio do PT, mas ainda não há nada de concreto da direção nacional”, declarou Jerry. No início da semana, o senador José Sarney (PMDB-AP) abespinhou-se com notícia segundo a qual Lula e Dilma teriam decidido dar-lhe as costas na dispouta maranhense. Informada sobre a irritação do aliado, Dilma tocou o telefone para Sarney. Negou a informação. E mandou o porta-voz desmentir.
Governadora em segundo mandato, Roseana Sarney, a filha do morubixaba do PMDB, deve disputar uma cadeira no Senado. Para sucedê-la no governo, Roseana indicará Luiz Fernando Silva, seu chefe da Casa Civil. Tomado pelas sondagens eleitorais, é um azarão. Apoiando-o, o PT se arrisca a empurrar Dilma para dentro de um palanque que pode representar em 2014 a ruína de uma oligarquia que dá as cartas no Maranhão há cinco décadas. Pior: pode assistir ao desfile de Eduardo Campos e Marina Silva no pelotão do favorito. Sem mencionar a hipótese de o tucanato também entrar em cena.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sarney sai da UTI e recebe cuidados médicos no apartamento do hospital O senador respira sem ajuda de aparelhos e está tomando antibióticos



http://noticias.r7.com/brasil/sarney-sai-da-uti-e-recebe-cuidados-medicos-no-apartamento-do-hospital-29072013

JORNAIS DO MARANHÃO NO PAINEL DO PAIM


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sábado, 27 de julho de 2013

JORNAIS DO MARANHÃO NO PAINEL DO PAIM

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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Weverton Rocha preside discussão sobre Reserva Biológica do Gurupi (MA)

A região da Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão, criada em 1988, tem sido há muito tempo área de disputas de território tendo de um lado produtores rurais trazidos por estímulo do governo federal para produzir, prosperar e preservar nossas fronteiras; e do outro, o mesmo governo federal por meio do Instituto Chico Mendes, tentando preservar os biomas presentes na região.
Na tarde desta terça (25/6) foi realizada audiência pública pela Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Amazônia (Cindra) disposta a enfim ouvir amplamente as duas partes e buscar soluções para os conflitos que hoje acontecem região.
A audiência foi presidida pelo deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), autor do requerimento e que, na companhia dos deputados paraenses Giovanni Queiroz e Asdrubal Bestes, esteve em maio passado na região, onde puderam apurar diversas denúncias relacionadas à postura dos técnicos do Instituto Chico Mendes, como o uso excessivo de força.
O técnico responsável da Associação dos Produtores da Região do Vale do Gurupi (Aprovale), Gregory Bandeira, apresentou aos presentes erros de origem da Rebio que em 1988 já possuía moradores, detentores de títulos de terra e de financiamentos em bancos públicos, e propôs ao ICMBio (Instituto Chico Mendes)  um reajuste nos limites da reserva para que terrenos ocupados não mais influenciem as áreas preservadas.
Além de produtor, Gregory é nascido na região e também foi testemunha do abuso da polícia militar a mando dos técnicos do ICMBio.
“Vi meus pais serem algemados”, relembrou.
Giovanni Queiroz (PDT-PA) exigiu imediata reabertura das estradas que dão acesso a região, para que os produtores possam escoar suas produções, e salientou o perigo das indenizações. “A ‘poupança’ do homem do campo são as benfeitorias que ele faz em sua propriedade”, destacou Queiroz. Outro ponto fortemente defendido pelo deputado paraense é a convocação da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira caso a audiência não alcançasse resultados satisfatórios.
Para o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA) ouve uma inversão de valores nos dias de hoje. “Se você mata uma pessoa, existe vários atenuantes para aliviar sua pena. Agora experimente matar um macaco?!”, ironizou Bentes.
Outro destaque na fala do deputado paraense é a denúncia cada vez mais evidente de interesses internacionais (ONGs) na morosidade da questão de regularização fundiária nacional e solicitou ao ICMBio, coragem para que a Rebio Gurupi seja ajustada.
O representante do ICMBio, Dr. João Novaes reconheceu a complexidade da situação.
“Não podemos permitir que o Brasil perca seu bioma, e por outro lado temos a obrigação de apoiar a produção agrícola brasileira com selo verde”, destacou Novaes. O Diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do ICMBio, também destacou a importância do diálogo e do bom senso em relação as desapropriações e, principalmente, as indenizações quanto as benfeitorias realizadas nas propriedades.
Após três horas de discussões, foram estabelecidos alguns encaminhamentos. Como a ampla divulgação da primeira reunião do Conselho Gestor da Rebio Gurupi, formada por órgãos do governo e também da sociedade civil a realizar-se no dia 12 de julho na cidade de Açailândia-MA.
O deputado Weverton Rocha destacou a importância da audiência e suas definições: “Demos um importante passo rumo a um melhor entendimento quanto à situação da Rebio Gurupi, e principalmente saímos daqui hoje com a garantia de que não haverão novos maus tratos junto aos moradores”, comemorou o deputado.
A Audiência contou com as presenças do deputado federal maranhense Simplicio Araujo, da deputada estadual maranhense Vianey Bringel, do prefeito e do presidente da câmara de vereadores de São João do Caru e dezenas de produtores rurais maranhenses que moram e investem na região.

Quem sou eu

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Médico Clínico e Sanitarista - Doutor em Saúde Pública - Coronel Reformado do Quadro de Dentistas do Exército. Autor dos livros "Sistemismo Ecológico Cibernético", "Sistemas, Ambiente e Mecanismos de Controle" e da Tese de Livre-Docência: "Profilaxia dos Acidentes de Trânsito" - Professor Adjunto IV da Faculdade de Medicina (UFF) - Disciplinas: Epidemiologia, Saúde Comunitária e Sistemas de Saúde. Professor Titular de Metodologia da Pesquisa Científica - Fundação Educacional Serra dos Órgãos (FESO). Presidete do Diretório Acadêmico da Faculdade Fluminense de Odontologia. Fundador do PDT, ao lado de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro, Carlos Lupi, Wilson Fadul, Maria José Latgé, Eduardo Azeredo Costa, Alceu Colares, Trajano Ribeiro, Eduardo Chuy, Rosalda Paim e outros. Ex-Membro do Diretório Regional do PDT/RJ. Fundador do Movimento Verde do PDT/RJ. Foi Diretor-Geral do Departamento Geral de Higiene e Vigilância Sanitária, da Secretaria de Estado de Saúde e Higiene/RJ, durante todo o primeiro mandato do Governador Brizola.